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O Deus que é Emanuel
29/09/2017

No dia 26 de Agosto de 2010 descobri que estava grávida, sem planejar, sem esperar, pois meus gêmeos ainda iriam completar um ano no mês seguinte, mesmo com todo trabalho foi uma felicidade só, mais amor estaria chegando. Passaram-se quase 3 meses e fomos fazer uma ultrassom para saber como estava o bebê, e ouvimos tudo que uma mãe não queria ouvir: “Seu bebê tem uma má formação.” Como assim? “Má formação incompatível com a vida”. Naquela hora vi meu mundo cair, uma dor tomava conta de mim e do meu esposo. Saímos do consultório para casa e eu só queria uma explicação, liguei para meu médico conversei, mas não era mais com ele, era comigo e Deus, pois todas as respostas que eu queria humanamente não existiam.

No mesmo dia, recebi a visita do meu pastor, que me perguntou se eu já tinha brigado com DEUS. Respondi: “Não posso com ele, mas preciso muito dele, pois não sei que o fazer”, e ele me disse: “Não faça. Deus não tem porquê e, sim, para que, eu sei que está doendo mas ele vai suprir tudo que você precisar”.

Eu sempre fui do tipo: “eu faço, eu decido, eu controlo”, e mais uma vez decidi que não aguentava tanta dor, que não aguentava sofrer mais, e após a confirmação em uma segunda ultrassom decidi que não levaria a gestação até o fim, pois minha filha tinha ANENCEFALIA, muito pior do que pensávamos. Assim que saí do exame passei em casa, me tranquei no quarto orei chorei e entreguei nas mãos de DEUS, falei: “Senhor, eu não aguento mais! Ajuda-me, está muito pesado. Eu aceito tudo o que Senhor tiver para minha vida, só me sustenta e me dá teu colo de Pai”. Em seguida fomos para o consultório, e ouvindo todas as explicações do médico, todo risco que corríamos se fosse interromper, dei um sorriso em meio às lágrimas e falei: “Vamos até o fim, até onde Deus quiser”. Deus respondeu minha oração o mais rápido que podia imaginar. E seguimos em frente, até o dia 28 de março de 2011, dia em que veio ao mundo minha princesa ANA, e voltou para os braços do pai no dia 29 de março de 2011.

Um filho nunca vai substituir o outro, mas Deus conhece o meu coração, e sabia que lá estava guardado a esperança de gerar uma outra vida, e assim ele me permitiu, veio o meu EMANUEL, nome escolhido em homenagem ao nosso DEUS, QUE SEMPRE SE FEZ PRESENTE EM MINHA VIDA, ATÉ MESMO QUANDO EU NÃO O CONHECIA. DEUS CONOSCO!

(Amanda e Wellington Pimentel)