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Paz, esperança e vida eterna!
10/09/2017

Texto: Tito 3.7

O ano era 2001. Meu avô estava no leito do hospital, carregando consigo um câncer no pâncreas, um dos piores tipos dessa doença e me lembro que da sua chegada no hospital até o dia do seu falecimento foi exatamente um mês. Durante as visitas que eu lhe fiz nesse período em que ele estava internado, uma constante me chamava a atenção: mesmo diante do sofrimento físico intenso que devia estar passando e da possibilidade de falecer, seu semblante sempre era de muita paz. Normalmente ele conversava bastante, mas naquele período ele apenas nos observava com uma expressão que nos transmitia paz. Meu avô, Paulo (meu nome é uma homenagem a ele) era conhecido como um grande cristão e evangelista... Inclusive não foi alfabetizado, mas aprendeu a ler, lendo a Bíblia. Ali naquele hospital, falou e testemunhou de Cristo para todos os profissionais que ali trabalhavam. Ele realmente não reclamava daquela situação, inclusive, sempre nos pedia para cantar hinos e ler a Bíblia para ele. Até hoje me pergunto como ele conseguia em meio a tanto sofrimento viver aquela paz. Com o tempo entendi que apenas a esperança faz isso. Não a esperança na cura, não a esperança em coisas terrenas, mas, a esperança em Cristo Jesus e a esperança na certeza da vida eterna ao lado de Deus Pai. Meu avô carregava isso em si e por isso conseguia aquela paz mesmo quando tudo não parecia bem. Tito 3.7 explica bem suas motivações: “Ele o fez a fim de que, justificados por sua graça, nos tornemos seus herdeiros, tendo a esperança da vida eterna”.

Sinto saudades dele, era meu xodó, eu o amava demais...mas o que posso fazer é tentar reproduzir em mim essa esperança no que é eterno e assim acredito que carregarei essa maravilhosa paz onde nos sentimos completos e prontos. Deixo aqui o texto que ele sempre recitava para nós: “Se vivemos, vivemos para o Senhor; e, se morremos, morremos para o Senhor. Assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor”. Romanos 14.8 (Em memória de Paulo José da Silva).

(Paulo Felipe Almeida foi seminarista de Teologia no STBNB)